O
padre Emilson Soares Corrêa, 56 anos, da Arquidiocese de Niterói-RJ,
foi indiciado sob suspeita de estupro de uma menina de 10 anos. O crime
ocorreu, segundo a polícia, ao longo de três anos.
Ele nega as acusações. De acordo com a
delegada Marta Dominguez, da Deam (Delegacia Especial de Atendimento à
Mulher), o padre também manteve relações sexuais com a irmã de 19 anos
da garotinha e com uma menina de 15 anos.
Os casos, porém, não configuram crime,
pois houve consentimento -o que é permitido após 14 anos. A Arquidiocese
de Niterói afirmou, em nota, que afastou o padre ao tomar conhecimento
dos fatos. “Após a acolhida da família, e tendo iniciado a apuração do
caso, decidiu-se pela suspensão temporária do referido sacerdote no
exercício de seu ministério. Obviamente, o padre não está responsável
por nenhuma paróquia, já que foi completamente afastado de suas funções
sacerdotais”, diz a nota.
De acordo com os depoimentos à polícia,
Corrêa manteve relações sexuais há três anos com a menina de 10 anos. O
pai dela, Ubiratan Homsi, gravou um vídeo para provar o caso. No filme,
que não foi entregue à polícia, aparece a outra menina, de 15 anos,
fazendo sexo com o religioso. “Esse vídeo é uma prova da pouca
vergonha”, diz o pai.
Vídeo tem que aparecer
Além da menina de 10 anos, Emilson
também é suspeito de ter se relacionado sexualmente com a irmã dela, de
19 anos, que é afilhada do padre, desde quando ela tinha 13 anos.
Depois
da confissão, a garota foi orientada pelo pai a gravar um vídeo do
encontro com o padre. A menina, então, teria chamado uma amiga de 15
anos, que topou gravar o vídeo. É esta menina que aparece nas imagens em
relações sexuais com o padre. “Ainda não tivemos acesso ao vídeo. Vou
dar um prazo de 48 horas para que o pai traga a gravação. Se ele não
trouxer, vai responder por desobediência”, disse a delegada.


Nenhum comentário:
Postar um comentário