A segunda-feira foi um dia de luto na imprensa
brasileira. Atos de solidariedade à família do cinegrafista da Rede Bandeirante
Santiago Andrade, atingido por um rojão quando cobria um protesto na Central do
Brasil, e de repúdio à violência mobilizaram colegas de profissão no Rio e em
Brasília. Ainda na noite de ontem, a Justiça do Rio aceitou e expediu o pedido
de prisão temporária (por 30 dias) do suspeito de ter detonado o morteiro que
matou o cinegrafista. Ele deve ser enquadrado pelo crime de homicídio doloso
qualificado pelo uso de explosivo e por crime de explosão. Se o suspeito não se
entregar, a polícia começa a caçá-lo já a partir das 6h de hoje. A pena dele
pode chegar a 35 anos. De acordo com o delegado Maurício de Almeida, da 17ª DP
(São Cristóvão), o homem foi identificado e tem duas passagens pela polícia —
numa, ele aparece como vítima por ser agredido em manifestação no Centro, na
outra é acusado de crime de baixo potencial ofensivo. A informação do segundo
acusado foi passada pelo advogado Jonas Tadeu Nunes, responsável pela defesa do
tatuador Fábio Raposo, preso sob a acusação de ter entregue o explosivo ao
homem que acionou o artefato. O advogado disse que conversou com uma pessoa
próxima ao acusado, tentando convencê-lo a se entregar, em vão. De acordo com
Jonas Tadeu Nunes, o tatuador — que está num presídio do complexo de Gericinó —
lhe apontou, numa rede social, uma pessoa próxima ao suspeito. Através dela o
advogado teria conseguido os dados passados à polícia. Jonas Tadeu espera que com
essa colaboração seu cliente consiga o benefício da deleção premiada.
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