Em entrevista aos
jornalistas Samuel Celestino e Daniela Prata, na rádio Tudo FM, nesta
quinta-feira (11), o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira
Lima, falou sobre a questão da estiagem que assola mais de 200
municípios baianos e a pouca ação do Governo do Estado no combate à
seca. Ele mostrou ainda alguns dados sobre os recursos hídricos no
Estado e o pouco trabalho que vem sendo feito pela atual gestão para o
problema.
“Em
2005, a Bahia tinha um Plano Estadual de Recursos Hídricos, que
identificou 215 reservatórios no Estado, com capacidade para algo em
torno de 100 mil metros cúbicos de água e mais 24 reservatórios com
capacidade de acumulação acima de 25 milhões de metros cúbicos,
incluindo Sobradinho e Itaparica. E previa a construção, de 2007 a 2020,
de cerca de seis outros reservatórios com custo estimado de R$ 640
milhões de reais. Algo muito aquém de muitas das obras que tem sido
anunciadas com um certo estardalhaço e que, apesar de não saírem do
papel, mostram, ao meu ver, um certo equívoco na sua prioridade”, disse,
completando que governos passados já haviam sinalizado algum tipo de
ação no combate à seca, como construção de barragens.
Ainda
na entrevista, Geddel lembrou das propaganda do Governo do Estado
mostrando o suposto trabalho que estaria sendo feito para levar água
mais da metade da população baiana.
“Na
campanha passada, as televisões, rádios e ruas da Bahia foram
anunciadas com outdoors dando como concluído um processo de combate á
questão da seca e criando as condições para a convivência com a seca.
Anunciaram milhares de barragens, botaram senhoras de idade dando
depoimentos emocionados dizendo que estava levando água à mais da metade
da população da Bahia. Falava-se em números que eu dizia não serem
verdadeiros. Não havia nem tempo para isso. No entanto, na primeira
grande seca, veja o que esta acontecendo”, argumentou.
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